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legado da copa do mundo de 1950, no brasil


Por Diego Salgado

A Copa do Mundo de 1950 levou 1.045.246 espectadores aos seis estádios do torneio. A renda gerada por esse público chegou a 36,58 milhões de cruzeiros.

No Rio de Janeiro, palco de oito jogos e com mais de 80% do público total, o Mundial trouxe uma nova realidade à cidade. A Copa foi responsável direta pela construção do Maracanã. Este, por sua vez, ajudou a transformar a relação do torcedor com o futebol.
 
O estádio carioca encurtou um processo que começara após a boa campanha brasileira na Copa de 1938. O Maracanã tornou o esporte popular. Engrandeceu o futebol carioca e nacional. E o preço para que isso ocorresse foi maior que o previsto pela Adem e pela prefeitura. Orçado em 150 milhões de cruzeiros, o estádio pode ter custado até 230 milhões de cruzeiros. Na infraestrutura urbana, mudanças mínimas. A competição possibilitou pequenas mudanças na região do estádio.
 
Em Curitiba, o Mundial ajudou a dar mais visibilidade da cidade para o mundo. O estádio existiria se o torneio não fosse jogado no país. O mesmo ocorreu com a infraestrutura da cidade. O crescimento de Curitiba veio pouco tempo antes, nos anos 1940, com o projeto denominado “Plano Agache”.
 
A Copa, no entanto, poderia ser essencial na exposição da cidade que possuía uma das melhores e mais modernas praças esportivas do Brasil. Para levar os jogos da competição à cidade, o governo se comprometeu a dar 300 mil cruzeiros à CBD.
 
Para São Paulo, a competição, em si, não alterou o cenário da cidade, que crescia e se desenvolvia por conta própria.  O município já dotava de um estádio – o maior da América Latina – 10 anos antes do torneio ser disputado. Portanto, São Paulo não precisou fazer nenhuma construção para o Mundial, apenas doar cerca de um milhão de cruzeiros à CBD como forma de auxílio.
 
Recife já possuía o estádio da Ilha do Retiro, localizado numa zona alagada da cidade. A apenas um mês do início da Copa, o estádio do Sport foi escolhido para receber jogos do Mundial. Com isso, às pressas, foram feitas reformas, com custo total de 1,2 milhão de cruzeiros. A ilha passou a ter vestiários e túneis, com uma ampliação das arquibancadas. Já a cidade não passou por grandes melhorias, pois já haviam sido feitas no mandato do prefeito Antonio Novaes durante o regime do Estado Novo.
 
As mudanças na infraestrutura urbana também não ocorreram em Porto Alegre. O estádio tampouco virou um patrimônio, já que foi rapidamente substituído, tanto pelo Olímpico (1956) quanto pelo Beira-Rio (1969). Mas é justamente nesse ponto que ele foi essencial, no crescimento do futebol. Foi a rivalidade entre as duas equipes que acirrou a construção, primeiro do estádio do Grêmio e depois do Beira-Rio. O Eucaliptos foi o inicio do desenvolvimento do futebol na cidade, que hoje é sem dúvida um dos mais importantes pólos do esporte no Brasil.
 
O Mundial em Belo Horizonte custou alguns milhões de cruzeiros à prefeitura que, para fazer com que a cidade recebesse jogos do torneio, teve que entregar um auxílio de 240 mil cruzeiros à CBD e construir um novo estádio (o Independência), cujos custos são estimados em cinco milhões. Tudo isso para que a cidade se equiparasse às metrópoles São Paulo e Rio de Janeiro.
 
A obra e a competição também não influenciaram o desenvolvimento da capital mineira. As principais mudanças foram registradas no bairro do Horto, onde foi erguido o estádio. Mas nenhum crescimento que o passar do tempo não pudesse realizar por conta própria.
 
Dessa forma, o maior legado da Copa do Mundo de 1950, sem dúvida, foi intensificar a presença do futebol no Brasil. Fato iniciado e consolidado durante todo o século XX e o início do século XXI.

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Estádio do Eucaliptos pouco antes de ser demolido, em julho de 2011. Foto: Diego Salgado
Entrada para o campo do Estádio dos Eucaliptos. Foto: Diego Salgado
Estádio Durival Britto e Silva, em Curitiba, em julho de 2011 Foto: Beatriz Farrugia
Reforma para ampliação do Estádio Independência em julho de 2011. Foto: Beatriz Farrugia
Depois de 57 anos, três meses e 14 dias, o país voltaria a viver a expectativa de organizar uma Copa do Mundo – a Fifa confirmou  em 30 de outubro de 2007 que o Brasil seria a sede da Copa de 2014. A 20ª edição do Mundial, assim como a 4ª, trouxe desafios ao Brasil, seja na construção de estádios ou na ampliação e/ou adequação da mobilidade urbana. Essas preocupações existiram também em 1950.
 
Passadas seis décadas, porém, os desafios foram mais visíveis, mais presentes no dia a dia. Primeiro pelo acompanhamento maciço dos meios de comunicação, verdadeiros fiscalizadores. Segundo pela grandeza que o evento Copa do Mundo tomou.
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